Expressão Corporal II
Diário de leitura
Texto: “Mito e Corpo” de Stanley keleman
O título já me chamou a atenção. O que mito têm a ver com corpo? Pareceu-me um pouco estranho e impossível de haver alguma relação mas, de acordo com Stanley Keleman isso é possível.
A mitologia é uma poética do corpo que conta a verdade celular.
Para Stanley o mito é um processo pelo qual organizamos nossa experiência somática, essa que por sua vez, é um evento corporeificado. O mito é um poema, uma dramatização da experiência de ser corporeificado; é metáfora que se baseia-se no corpo e que do corpo fala.
O autor fala da prática do Corpar que são exercícios que fazem emergir o corpo desconhecido sobe formas de imagens, sonhos e expressão emocional; desorganiza e intensifica nossas posturas emocionais, gerando sentimentos e evocando lembranças. O propósito dessa prática é de reestimular as imagens do próprio corpo.
Em diálogos com seu companheiro Joseph Campbell sobre mito e corpo, Stanley organizou ensaios curtos nos quais separa por partes: a primeira seria a compreensão dos mitos como formas de descrever as experiências do corpo; a segunda parte explora o corpo como processo, fonte de imagens somáticas e históricas; a terceira considera a nossa corporeificação como a jornda do herói; a quarta é o estágio seguinte da jornada do herói – o sentido de ser um adulto maduro e a quinta e última parte explora maneiras de viver de uma vida somática, mítica.
O objetivo desse trabalho é manifestar o processo somático como uma experiência mítica. E ver o corpo somente como um objeto, um processo biológico objetivo, torna impossível a compreensão da forma interior de estar corporeificado; a imagem idealizada impede que o homem conheça sua natureza, ou seja, o homem vive a imagem e não o corpo.
A imagem que eu tenho do meu corpo - que é a imagem que o meu cérebro me passa – substitui a minha experiência somática, ou seja, há um distanciamento do meu corpo com a sua própria experiência emocional e somática. Desse moda há uma confusão entre experiência mental e experiência orgânica, o que transforma nosso mundo em terra devastada, sem vida.
É preciso trabalhar com a experiência e com o simbólico de modo que, apartir da experiência compreenda-se o simbólico.
Como exemplo Stanley usa o mito de Parsifal que mostra como a partir da terra devastada o homem pode conhecer seu corpo.
terça-feira, 23 de outubro de 2007
Primeira aula do segundo semestre de 2007
Continuação do processo de expressão corporal I, retrospectiva:
* estímulos para criação de movimento: (Impressão)
. interiores: memória, sensação, pensamento, emoção, imaginação. Esses podem ser a causa ou a consequência do movimento.
. exteriores: palavras - ação, intenção, imagens (sonoridade, ritmo), poesia- músicas, visão. Reação.
Ações que carregam uma interioridade.
* elementos constitutivos do movimento: (Expressão)
- conceitos de Laban
. resistência/leveza - peso ou força
. tempo - lento ou rápido
. fluência - livre (impulso, queda) ou controlada (movimento sustentado)
. espaço - direto ou indireto, pessoal/kinesfera (referência é o próprio corpo) ou total (locomoção, relação com o outro e com o espaço cênico)
- equilíbrio e desequilíbrio
- apoio
- impulso
- oposição e projeção
- partes do corpo
* estímulos para criação de movimento: (Impressão)
. interiores: memória, sensação, pensamento, emoção, imaginação. Esses podem ser a causa ou a consequência do movimento.
. exteriores: palavras - ação, intenção, imagens (sonoridade, ritmo), poesia- músicas, visão. Reação.
Ações que carregam uma interioridade.
* elementos constitutivos do movimento: (Expressão)
- conceitos de Laban
. resistência/leveza - peso ou força
. tempo - lento ou rápido
. fluência - livre (impulso, queda) ou controlada (movimento sustentado)
. espaço - direto ou indireto, pessoal/kinesfera (referência é o próprio corpo) ou total (locomoção, relação com o outro e com o espaço cênico)
- equilíbrio e desequilíbrio
- apoio
- impulso
- oposição e projeção
- partes do corpo
Como foi prometido estou postando uma parte do meu "Caderno do Eu" da primeira aula desse semestre. Nádia
Diário de leitura
O mito é a, um pouco, corporificação, ou melhor, a explicação dela.
O livro fala sobre os seminários de dois amigos cuja amizade nasceu de um aperto de mão. Cada um desses dois homens, Joseph Campbel e Stanley Kelemann, faz uma ligação entre mito e corpo: mente e experiência somática para Kelemann e mente e vivencia espiritual para Campbel.
* Introdução
“A mitologia é uma canção, é a canção da imaginação inspirada pelas energias do corpo.” (página 17)
O corpo se manifesta. O mito é um organizador das experiências somática. Um home, sentado a beira de um rio, aprende com o seu próprio rio interior.
Hoje em dia os mitos não são mais corporificações, ou seja, é a negação do corpo como fonte primeira de conhecimento.
(A sensação que eu tenho é que o texto irá tratar da transformação do homem, pautando-se em mitos.).
*Capítulo 3: Terra devastada
Perceber-se enquanto indivíduo de um momento presente.
. abandono
Não. Negação das origens, do seu corpo.
Racionalidade em abundância que traz malefícios, por exemplo, a negação do corpo, a terra devastada.
. objetificando o corpo
A consciência muito presente deixa de exercer sua função de pensamento.
A mitologia traz símbolos que devem ser corporificados mas que acabam retidos apenas no racional.
. o corpo humano como um arquétipo
Todas as figuras vivas nos tocam. O corpo junta o passado e o presente.
. imagem idealizada
Quando não se coloca a imagem do mundo no corpo vive-se a imagem do corpo.
. experiência direta e indireta
O somático é a junção das duas vivencias (direta e indireta).
. Freud e a natureza
Natureza dentro da pessoa. Corpo como edificação de símbolos.
. a necessidade de imagens
Atualmente o cérebro retém as imagens e não as deixam apenas ponte de comunicação (externo-interno) cujo meio é o cérebro.
.imagens e distanciamento
A imagem que temos do corpo é diferente do real corpo que temos, assim, exploramos essa imagem e acabamos não trabalhando o corpo.
. a experiência e o corpo
As experiências organizam um corpo de imagens.
Tempo: do evento, da resposta. Gira uma organização experiencial e simbólica.
. maturidade a partir da terra devastada
O tempo somático é diferente do tempo real. Damos mais valou a este quando aquele nos é mais pertinente enquanto vivência.
(Para mim o texto mostra que o corpo pensa e que nós vivemos na imagem de um corpo, e não nele mesmo. A pergunta que eu me faço é: se o corpo é, sem necessidade do raciocínio, quando forçamos um raciocínio sobre ele, ele deixa de ser?).
*A lenda de Parsifal
O uso que nós nos fazemos.
A terra devastada por uma maldição de Graal tem que ter vida novamente.
(tópicos:) “A vida inautêntica ferida”, “O corpo berdado”, “A imagem social não formada”, “Formando o corpo social”, “O corpo social formado”, “O mesomorfo plenamente formado”, “O mesomorfo e seu preenchimento”, “O surgimento da qualidade endomórfica”, “O endomorfo não formado e a ausência de compaixão”, “Desorganizando o mesomorfo e iniciando o endomorfo”, “O endomorfo plenamente formado”.
A curiosa informação que eu guardei desse mito foi o fato de os subtítulos, por serem intimamente ligados a relação familiar (patriarcado e matriarcado) conforme citado no inicio do texto, influenciarem diretamente na história de transformação de uma menino fantasiado em rei Graal.
O livro fala sobre os seminários de dois amigos cuja amizade nasceu de um aperto de mão. Cada um desses dois homens, Joseph Campbel e Stanley Kelemann, faz uma ligação entre mito e corpo: mente e experiência somática para Kelemann e mente e vivencia espiritual para Campbel.
* Introdução
“A mitologia é uma canção, é a canção da imaginação inspirada pelas energias do corpo.” (página 17)
O corpo se manifesta. O mito é um organizador das experiências somática. Um home, sentado a beira de um rio, aprende com o seu próprio rio interior.
Hoje em dia os mitos não são mais corporificações, ou seja, é a negação do corpo como fonte primeira de conhecimento.
(A sensação que eu tenho é que o texto irá tratar da transformação do homem, pautando-se em mitos.).
*Capítulo 3: Terra devastada
Perceber-se enquanto indivíduo de um momento presente.
. abandono
Não. Negação das origens, do seu corpo.
Racionalidade em abundância que traz malefícios, por exemplo, a negação do corpo, a terra devastada.
. objetificando o corpo
A consciência muito presente deixa de exercer sua função de pensamento.
A mitologia traz símbolos que devem ser corporificados mas que acabam retidos apenas no racional.
. o corpo humano como um arquétipo
Todas as figuras vivas nos tocam. O corpo junta o passado e o presente.
. imagem idealizada
Quando não se coloca a imagem do mundo no corpo vive-se a imagem do corpo.
. experiência direta e indireta
O somático é a junção das duas vivencias (direta e indireta).
. Freud e a natureza
Natureza dentro da pessoa. Corpo como edificação de símbolos.
. a necessidade de imagens
Atualmente o cérebro retém as imagens e não as deixam apenas ponte de comunicação (externo-interno) cujo meio é o cérebro.
.imagens e distanciamento
A imagem que temos do corpo é diferente do real corpo que temos, assim, exploramos essa imagem e acabamos não trabalhando o corpo.
. a experiência e o corpo
As experiências organizam um corpo de imagens.
Tempo: do evento, da resposta. Gira uma organização experiencial e simbólica.
. maturidade a partir da terra devastada
O tempo somático é diferente do tempo real. Damos mais valou a este quando aquele nos é mais pertinente enquanto vivência.
(Para mim o texto mostra que o corpo pensa e que nós vivemos na imagem de um corpo, e não nele mesmo. A pergunta que eu me faço é: se o corpo é, sem necessidade do raciocínio, quando forçamos um raciocínio sobre ele, ele deixa de ser?).
*A lenda de Parsifal
O uso que nós nos fazemos.
A terra devastada por uma maldição de Graal tem que ter vida novamente.
(tópicos:) “A vida inautêntica ferida”, “O corpo berdado”, “A imagem social não formada”, “Formando o corpo social”, “O corpo social formado”, “O mesomorfo plenamente formado”, “O mesomorfo e seu preenchimento”, “O surgimento da qualidade endomórfica”, “O endomorfo não formado e a ausência de compaixão”, “Desorganizando o mesomorfo e iniciando o endomorfo”, “O endomorfo plenamente formado”.
A curiosa informação que eu guardei desse mito foi o fato de os subtítulos, por serem intimamente ligados a relação familiar (patriarcado e matriarcado) conforme citado no inicio do texto, influenciarem diretamente na história de transformação de uma menino fantasiado em rei Graal.
Nádia Higa
segunda-feira, 22 de outubro de 2007
Mito e Corpo
Diário de leitura de Marly Magalhães
Nos identificamos pensando em nossa estrutura corporal. Podemos usar da influencia que os mitos têm em nossas vidas para idealizar nosso corpo explorar nossas formas e sentimentos.
“A experiência é um evento corporificado e o mito, como um processo organizativo, o modo que temos para ordenar a experiência somática.” Como interpretar essa frase? Seria nosso corpo, nosso herói? Creio que todos idealizamos um corpo perfeito, nem todos são favorecidos geneticamente falando. Alguns são privilegiados, outros precisam de um trabalho intenso e específico para que seu corpo consiga corresponder às expectativas. São obstáculos encontrados, desafios e mudanças que nos ensinam a fazer corpo presente no mundo.
Experiências vividas nos amadurecem, influenciam em nosso comportamento instintivos e emocionais nos dando valor, nos incentivando a produzir com amor ao destino nos dando capacidade de sermos receptivos e de estarmos presentes em nós mesmos, a termos compaixão. Se aprendermos a ter compaixão, por conseguinte, aprendemos a ser capazes de estarmos presentes em nós mesmos e de instruirmos nossa realidade e humanidade.
O mito é um poema sobre a experiência de ser corporificado e sobre nossa jornada somática, a experiência genética que organiza um jeito de nos transformar. O mito é um processo organizador que cria ordem a partir da experiência somática, nem sempre conseguida dentro de uma academia.
As vezes, com exercícios descobrimos em nós, um corpo desconhecido, imagens, sonhos e expressão emocional. Isso nos dá vitalidade e faz com que aprendamos a buscar em nosso interior respostas para questões que nos intrigam. Podemos dizer que os mitos são metáforas para estados corporais internos, experiência e desenvolvimento. Na realidade há controvérsias, corporificamos e incorporamos imagens externas que não tem ressonância interior. Vivemos de acordo com o que nossa sociedade impõe, a propositada Prática de Corpar é reestimular as imagens do próprio corpo.
A nossa corporificação é a jornada do herói, é a natureza somática nos proporcionando individualidade.
Em nossas histórias falamos de nossa corporificação, comunicamos aos outros como corporificar suas experiências e como trabalhar com elas para criar uma vida. Aprendemos a viver com nosso corpo uma vida somática e mítica.
Caso percamos nossa realidade somática, habitaremos uma terra de ninguém, seremos um corpo abandonado. Vivemos em uma terra onde nossos corpos estão a serviço da mente e servirão sempre aos seus propósitos. Estar fisicamente presentes em nossa vida é estar numa terra animada. Viver como uma imagem é estar numa terra devastada.
O nosso cérebro faz de nosso corpo um objeto, um processo de criação de imagens e então símbolos tomam conta de nós e o significado desses símbolos torna substituto de nossa própria experiência.
Como a natureza, nosso corpo tornou-se uma fotografia, uma idéia, um símbolo, uma imagem no cérebro. Vivemos na imagem do corpo e não no corpo. São duas esferas, da experiência direta e das imagens representativas. Vivendo nas duas esferas realizamos um diálogo entre elas, é a verdadeira natureza de existência somática. Se confundirmos uma com a outra perdemos o contato com o corpo.
Como dizia Freud, a natureza está dentro de nós, começamos assim a experienciar imagens do cérebro. Essas imagens substituem a experiência somática. Hoje consideramos as imagens a própria realidade, a imagem que o corpo faz é a que nós somos. Quando confundimos imagens com experiência, transformamos nosso corpo em uma terra devastada. Quando aprendemos a viver das nossas respostas orgânicas somamos sentimentos e imagens construindo assim uma maturidade a partir da terra devastada.
É o nosso corpo que escolhe o que vamos ser quando crescermos. A imagem somática está diretamente relacionada ao processo biológico. Isto sem considerar as imagens impostas pela sociedade.
A Lenda de Parsifal
A realização mística abrange o bem e o mal, a bondade e a maldade são relativas, elas não são absolutas. Deus e o diabo. A única maneira de curar a Terra Devastada é essa transcendência de todos os sistemas conceituais. A compaixão é a chave, compaixão quer dizer união de um par de opostos.
Eu Sou Você!
Diário de leitura de Marly Magalhães
Nos identificamos pensando em nossa estrutura corporal. Podemos usar da influencia que os mitos têm em nossas vidas para idealizar nosso corpo explorar nossas formas e sentimentos.
“A experiência é um evento corporificado e o mito, como um processo organizativo, o modo que temos para ordenar a experiência somática.” Como interpretar essa frase? Seria nosso corpo, nosso herói? Creio que todos idealizamos um corpo perfeito, nem todos são favorecidos geneticamente falando. Alguns são privilegiados, outros precisam de um trabalho intenso e específico para que seu corpo consiga corresponder às expectativas. São obstáculos encontrados, desafios e mudanças que nos ensinam a fazer corpo presente no mundo.
Experiências vividas nos amadurecem, influenciam em nosso comportamento instintivos e emocionais nos dando valor, nos incentivando a produzir com amor ao destino nos dando capacidade de sermos receptivos e de estarmos presentes em nós mesmos, a termos compaixão. Se aprendermos a ter compaixão, por conseguinte, aprendemos a ser capazes de estarmos presentes em nós mesmos e de instruirmos nossa realidade e humanidade.
O mito é um poema sobre a experiência de ser corporificado e sobre nossa jornada somática, a experiência genética que organiza um jeito de nos transformar. O mito é um processo organizador que cria ordem a partir da experiência somática, nem sempre conseguida dentro de uma academia.
As vezes, com exercícios descobrimos em nós, um corpo desconhecido, imagens, sonhos e expressão emocional. Isso nos dá vitalidade e faz com que aprendamos a buscar em nosso interior respostas para questões que nos intrigam. Podemos dizer que os mitos são metáforas para estados corporais internos, experiência e desenvolvimento. Na realidade há controvérsias, corporificamos e incorporamos imagens externas que não tem ressonância interior. Vivemos de acordo com o que nossa sociedade impõe, a propositada Prática de Corpar é reestimular as imagens do próprio corpo.
A nossa corporificação é a jornada do herói, é a natureza somática nos proporcionando individualidade.
Em nossas histórias falamos de nossa corporificação, comunicamos aos outros como corporificar suas experiências e como trabalhar com elas para criar uma vida. Aprendemos a viver com nosso corpo uma vida somática e mítica.
Caso percamos nossa realidade somática, habitaremos uma terra de ninguém, seremos um corpo abandonado. Vivemos em uma terra onde nossos corpos estão a serviço da mente e servirão sempre aos seus propósitos. Estar fisicamente presentes em nossa vida é estar numa terra animada. Viver como uma imagem é estar numa terra devastada.
O nosso cérebro faz de nosso corpo um objeto, um processo de criação de imagens e então símbolos tomam conta de nós e o significado desses símbolos torna substituto de nossa própria experiência.
Como a natureza, nosso corpo tornou-se uma fotografia, uma idéia, um símbolo, uma imagem no cérebro. Vivemos na imagem do corpo e não no corpo. São duas esferas, da experiência direta e das imagens representativas. Vivendo nas duas esferas realizamos um diálogo entre elas, é a verdadeira natureza de existência somática. Se confundirmos uma com a outra perdemos o contato com o corpo.
Como dizia Freud, a natureza está dentro de nós, começamos assim a experienciar imagens do cérebro. Essas imagens substituem a experiência somática. Hoje consideramos as imagens a própria realidade, a imagem que o corpo faz é a que nós somos. Quando confundimos imagens com experiência, transformamos nosso corpo em uma terra devastada. Quando aprendemos a viver das nossas respostas orgânicas somamos sentimentos e imagens construindo assim uma maturidade a partir da terra devastada.
É o nosso corpo que escolhe o que vamos ser quando crescermos. A imagem somática está diretamente relacionada ao processo biológico. Isto sem considerar as imagens impostas pela sociedade.
A Lenda de Parsifal
A realização mística abrange o bem e o mal, a bondade e a maldade são relativas, elas não são absolutas. Deus e o diabo. A única maneira de curar a Terra Devastada é essa transcendência de todos os sistemas conceituais. A compaixão é a chave, compaixão quer dizer união de um par de opostos.
Eu Sou Você!
Uma reflexão sobre mito e corpo
Mito são pensamentos e idéias de um grupo de pessoas que não podem ser lidos e compreendidos como uma ciência. A nossa cultura não facilita essa compreensão e a relação dos mitos com o homem, já que passamos a racionalizar tudo e deixamos de simplesmente sentir e armazenar no corpo experiências.
O experimentar não é apenas conhecimento acadêmico, é sim viver o presente e estar com o corpo pleno nas mais distintas atividades. Isso indica que meu corpo é um instrumento de apreensão de conhecimentos novos e diversos.
O símbolo juntamente com a nossa capacidade de criar e recriar contém tudo o que é necessário. A imagem e o símbolo trazem a possibilidade de contato corpo e consciência.
Porém o mais difícil é entender como eu, filha de uma geração racional, posso me encontrar e me expressar através de símbolos, arquétipos de mitos que estão tão distantes de mim.
Como posso fazer o processo inverso do que costumo fazer corpo – mente, ao invés de mente – corpo? Ou seja, como posso eu gerando uma imagem ou tendo uma sensação no corpo adquirir um conhecimento?
Onde estão os símbolos e arquétipos que podem nos inquietar e trazer algum tipo de transformação?
Talvez seja justamente esse processo somático que devo, que devemos conquistar, uma volta a um eu perdido na sociedade onde outrora a imaginação e o mover de um corpo presente era um meio de se obter as mais belas e profundas experiências.
O experimentar não é apenas conhecimento acadêmico, é sim viver o presente e estar com o corpo pleno nas mais distintas atividades. Isso indica que meu corpo é um instrumento de apreensão de conhecimentos novos e diversos.
O símbolo juntamente com a nossa capacidade de criar e recriar contém tudo o que é necessário. A imagem e o símbolo trazem a possibilidade de contato corpo e consciência.
Porém o mais difícil é entender como eu, filha de uma geração racional, posso me encontrar e me expressar através de símbolos, arquétipos de mitos que estão tão distantes de mim.
Como posso fazer o processo inverso do que costumo fazer corpo – mente, ao invés de mente – corpo? Ou seja, como posso eu gerando uma imagem ou tendo uma sensação no corpo adquirir um conhecimento?
Onde estão os símbolos e arquétipos que podem nos inquietar e trazer algum tipo de transformação?
Talvez seja justamente esse processo somático que devo, que devemos conquistar, uma volta a um eu perdido na sociedade onde outrora a imaginação e o mover de um corpo presente era um meio de se obter as mais belas e profundas experiências.
sexta-feira, 19 de outubro de 2007
MITO E CORPO - Diário de Leitura
Achei o texto um pouco denso, em alguns momentos até esquisito, várias vezes parava para tentar organizar minhas idéias... mas percebi que isso é uma característica do próprio mito: não dar nada pronto, deixar que cada indivíduo descubra sua própria interpretação.
Capítulo 3 – Terra Devastada
Manifestar no corpo uma experiência de outra realidade...
O mito nos fornece uma diferente da cotidiana. Essa lógica requer uma outra forma de expressão, um outro corpo, condizente com ela. Achar esse “novo corpo” é como encontrar o Graal, é estar pleno.
Buscar esse “novo corpo” é um caminho experimental, portanto, um caminho individual é descobrir o que e como nosso corpo representa e através disso conhecer mais sobre nós mesmos.
Abandono
Na minha interpretação, o abandono é a separação que fazemos do conjunto corpo-mente. É abandono porque quando fazemos essa separação nos vemos obrigados a escolher uma das partes, geralmente abandonamos o corpo.
“Abandonamos o corpo em nome de racionalidade e linguagem, símbolos e signos” J. Campbell
Ter consciência de nosso corpo e compreender que ele a mente não se separam é difícil... Mas tendemos a cada dia buscar mais essa divisão.
Nunca havia pensado o corpo como sendo um arquétipo... mas parece que faz sentido.
A lenda de Parsifal
A linda história de Parsifal exemplifica o caminho arquetípico do herói de Campbell. Na minha concepção:
O Graal simboliza o preenchimento espiritual, algo comparado com a pedra filosofal.
O Velho representa o pensamento do homem, aquele pensamento que passa de um para o outro, o senso comum.
Parsifal representa o homem que não aceita o senso comum, aquele que precisa experimentar e através dessa experimentação se torna espiritualmente preenchido, encontra-se consigo mesmo.
Achei o texto um pouco denso, em alguns momentos até esquisito, várias vezes parava para tentar organizar minhas idéias... mas percebi que isso é uma característica do próprio mito: não dar nada pronto, deixar que cada indivíduo descubra sua própria interpretação.
Capítulo 3 – Terra Devastada
Manifestar no corpo uma experiência de outra realidade...
O mito nos fornece uma diferente da cotidiana. Essa lógica requer uma outra forma de expressão, um outro corpo, condizente com ela. Achar esse “novo corpo” é como encontrar o Graal, é estar pleno.
Buscar esse “novo corpo” é um caminho experimental, portanto, um caminho individual é descobrir o que e como nosso corpo representa e através disso conhecer mais sobre nós mesmos.
Abandono
Na minha interpretação, o abandono é a separação que fazemos do conjunto corpo-mente. É abandono porque quando fazemos essa separação nos vemos obrigados a escolher uma das partes, geralmente abandonamos o corpo.
“Abandonamos o corpo em nome de racionalidade e linguagem, símbolos e signos” J. Campbell
Ter consciência de nosso corpo e compreender que ele a mente não se separam é difícil... Mas tendemos a cada dia buscar mais essa divisão.
Nunca havia pensado o corpo como sendo um arquétipo... mas parece que faz sentido.
A lenda de Parsifal
A linda história de Parsifal exemplifica o caminho arquetípico do herói de Campbell. Na minha concepção:
O Graal simboliza o preenchimento espiritual, algo comparado com a pedra filosofal.
O Velho representa o pensamento do homem, aquele pensamento que passa de um para o outro, o senso comum.
Parsifal representa o homem que não aceita o senso comum, aquele que precisa experimentar e através dessa experimentação se torna espiritualmente preenchido, encontra-se consigo mesmo.
quarta-feira, 17 de outubro de 2007
Diários de Leitura
Os diários de leitura individuais serão compartilhados neste blog.
Postem os diário sobre o texto Corpo e Mito o mais rápido possível.
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